Estado Islâmico promete novos atentados contra “adoradores da cruz”

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado em Manchester, no Reino Unido, que vitimou crianças e jovens em um show da cantora Ariana Grande. Morreram pelo menos 22 pessoas, além de dezenas que ficaram de feridos. A vítima mais nova tinha apenas 8 anos de idade.

Em uma espécie de nota oficial divulgada pela internet, os jihadistas afirmam que o atentado foi obra de um “soldado do califado”, na guerra contra os “cruzados”, termo usado para se referir aos cristãos europeus.

Até o momento as autoridades divulgaram poucos detalhes. O autor do ataque suicida foi Salman Abedi, 22 anos. Seus pais eram imigrantes vindos da Líbia, mas ele viveu por muitos anos como um típico jovem de Manchester, até ser “radicalizado” e recebido treinamento terrorista.

A polícia já prendeu um homem de 23 anos, irmão de Abedi e suspeito de ter auxiliado no atentado. A primeira-ministra Theresa May realizou reuniões com a equipe governamental de resposta em situações de crise e anunciou que elevou o nível de alerta para “máximo”.

Este é a primeira vez que o alerta máximo é decretado desde junho de 2007. Policiais armados e centenas de soldados do exército patrulham as principais cidades do país.

May dmitiu que “um novo ataque terrorista é iminente”. Um dos motivos para acreditarem nisso é justamente o comunicado do Estado Islâmico. Os jihadistas afirmam que o ataque é uma “vingança da religião de Allah” e que seu objetivo era “aterrorizar os politeístas”, pois consideram que os cristãos adoram 3 deuses [Pai, Filho e Espírito Santo].

Também alegam ser uma “resposta às suas agressões contra as casas dos muçulmanos”, uma vez que o Reino Unido faz parte de uma coalizão que luta contra o Estado Islâmico no Oriente Médio.

No final da nota, o grupo ameaça que “o próximo [ataque] contra os adoradores da cruz e os seus aliados será mais forte, mais intenso”. Com informações das agências

A maior ameaça à igreja não é o islã, é nosso mau testemunho, alerta teólogo

O nome de Sunday Bobai Agang não é muito conhecido fora do continente africano, mas este professor de teologia e ética vem fazendo uma série de denúncias sobre a situação da Igreja na África, em especial na Nigéria, onde ocorre uma das maiores perseguições religiosas do mundo.

Além dos jihadistas do Boko Haram, grupo extremista ligado ao Estado Islâmico, membros da etnia fulani – de maioria muçulmana – também tem matado cristãos, queimado casas e igrejas em nome de Allah.

Agang acredita que, embora seja inegável o desdobramento de uma “agenda de islamização” em curso no mundo, a igreja de Cristo pode estar perdendo de vista uma ameaça que está “roubando o autêntico testemunho e a autoridade do cristianismo”. Para ele, isso é visto na teologia da prosperidade, que grassa nos púlpitos da África, bem como em boa parte das Américas.

Na África, o islamismo entrou a partir dos países da África do Norte, como Marrocos e Egito. Embora tivessem uma longa tradição cristã, esta foi uma das primeiras regiões a ser conquistadas pela expansão inicial árabe-islâmica (séculos VII e VIII).

Logo, os cristãos africanos não são alheios aos conceitos de jihad (guerra santa) que hoje assusta muitos países ocidentais. Contudo, aponta o teólogo nigeriano, além da religiosidade, a corrupção em suas muitas formas se espalhou pelas nações onde ainda existe presença cristã.

Na Nigéria, por exemplo, o pastor Isaac Valentine Olori reclamou recentemente: “Estamos apreensivos porque a agenda do presidente Buhari está inclinada para a islamização deste país”. Ele também afirmou que “se um cristão pensa que está isento de sentir o terror da espada do Islã ele está enganado”.

A resposta de Agang, compartilhada por outros líderes cristãos do país, é que a Igreja deveria ter medo de algo mais perigoso do que essa agenda de islamização: a decadência ética e moral que coroa a vida pública dos cristãos.

“Não é que não acredite na possibilidade dos muçulmanos planejando islamizar o mundo. Nós, cristãos, muitas vezes estamos preocupados e aumentar nossa influência política, então por que deveríamos esperar algo diferente dos muçulmanos? Pelo contrário, me preocupo mais com a grave decadência moral e declínio ético que caracterizam agora o cristianismo em geral”, escreveu ele em um artigo reproduzido pela revista norte-americana Christianity Today.

Os editores da publicação entendem que o alerta de Agang de várias maneiras também serve para a Igreja fora da África.

“Hoje, muitos cristãos exibem estilos de vida decadentes e imorais. Nossa maior ameaça é o pecado em nossas próprias vidas. Esse pecado – qualquer pecado – é de fato letal. Precisamos colocar a nossa casa em ordem. A história está cheia de narrativas de grandes impérios e igrejas que caíram devido a sua falta de visão e corrupção. Assim, diante dos temores da islamização, não devemos esquecer o maior perigo, o pecado”, insiste o estudioso.

Entre os vários aspectos destacado por ele está o fato de “Muitos cristãos que ocupam cargos públicos tornaram-se corruptos ou imorais, traindo seu testemunho público”. Sendo assim, acabam por ser um forte argumento contra o cristianismo que professam. “Eles não têm integridade e não podem dar um forte testemunho moral e ético. Falta-lhes a virtude da honestidade na vida pública”.

O teólogo também reclama da maneira como a fé cristã é apresentada à sociedade. As propagandas se multiplicam, anunciando as próximas cruzadas e reuniões nas igrejas, com frases que confundem quem não pertence ao meio, não deixando claro que o centro da mensagem é Jesus. Elas parecem ser apenas uma desculpa para promover os líderes eclesiásticos.

A corrupção da prosperidade

Na avaliação de Agang, todas as denominações continuam empenhadas em evangelizar, e algumas continuam preocupadas em dar um bom testemunho com ações que refletem na prática o amor do Cristo que pregam.

Contudo, é inegável que a ênfase indevida na saúde e na riqueza mudou permanentemente a face do cristianismo nas últimas décadas. “Os pastores e os membros da igreja estão agora mais interessados ​​em construir edifícios bonitos do que alcançar os povos que não têm acesso ao evangelho. Muitos pastores estão obcecados com bens materiais, às vezes possuem um ou mais jatos particulares! A corrupção dos valores morais cristãos juntou-se ao culto do materialismo e do prazer. Nosso verdadeiro deus é agora mamom (Mt 6:24)”, acusa.

Ele conclui que há muitos cristãos “preocupados em guardar a nossa fé contra a ameaça da islamização, mas, ao mesmo tempo, se afundam na imoralidade, no materialismo e no paganismo”.

Enquanto as igrejas estiverem voltadas somente para si, relegando a segundo plano o cerne da mensagem da vinda do Reino – arrependimento, segundo Mateus 3:2 –  torna-se muito difícil elas serem vistas como sal e luz na sociedade.

Embora reconheça que não existe uma solução fácil para esse problema complexo, o teólogo sugere uma volta às origens, às palavras de Jesus. “Esse medo de uma agenda de islamização não pode nos desviar de nossa principal preocupação: sermos semelhantes a Cristo, pregarmos sobre uma vida santa e de integridade moral. Os que estão preocupados com a propagação do Islã, deveriam estar igualmente preocupados com o testemunho ruim que damos à nossa sociedade”.

Notícia sobre pastor que morreu após tentar andar sobre a água é falsa

Desde o domingo (14) circula na internet uma notícia sobre um pastor africano que teria morrido devorado por crocodilos enquanto tentava andar sobre a água para provar sua fé.

Como toda notícia falsa, ou hoax, o artigo dá informações vagas e não apresenta detalhes comprováveis. Desta vez trata-se de um pastor chamado Jonathan Mthethwa, da igreja “Saints of the Last Day” [Santos dos Últimos Dias] que viveria no Zimbábue, África.

Uma versão da história diz que um diácono chamado Nkosi, testemunhou junto com outros fiéis o pastor tentar andar sobre as águas de um rio. Ele acabou afundando e sendo devorado por três crocodilos. Nkosi teria dito: “Os crocodilos terminaram com ele em alguns minutos. Tudo o que restou dele foi um par de sandálias e sua cueca flutuando acima da água”.

O pastor Jonatham Mthethwa se preparou para o feito passando uma semana em jejum. No entanto, na hora de mostrar o milagre ele não se lembrou que o rio Mpmumalanga é infestado de crocodilos e foi devorado em minutos”, diz um trecho da notícia falsa.

O portal Zibabwe Herald, apontado como a fonte original da matéria não a publicou, como pode ser conferido numa busca no site do jornal.

Cantora gospel Priscilla Alcântara fará show beneficente em Pernambuco

A cantora, apresentadora e youtuber Priscilla Alcântara será atração de evento beneficente para ajudar as famílias do Sertão Nordestino. A artista, que ficou conhecida no Bom dia & Cia, construiu carreira na música gospel e trará Tour Priscilla Alcântara, no dia 16 de junho, para a área externa da Igreja Batista Central de Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes.

Confira o roteiro de shows no Divirta-se

O evento idealizado pelo grupo Papo Cristão, com apoio do Ingressos do Bem, vai arrecadar donativos a famílias do Sertão nordestino. A cada entrada vendida um quilo de alimento será revertido para a criação de cestas básicas. A expectativa é atrair cerca de 2 mil pessoas.
Priscilla Alcântara começou na TV aos 8 anos no comando do programa infantil Bom Dia & Cia (SBT), ao lado de Yudi Tamashiro. Aos 20 anos, ela mantém o Vlog de Tudo (1,5 milhão de inscritos), no YouTube, onde comenta principalmente sobre religião. Em recente entrevista ao programa Conversa com Bial, Priscilla explicou como surgiu a aproximação com a temática evangélica. “Tenho uma conexão muito bacana com o público e os meus pais sempre foram evangélicos, eles eram músicos na igreja, onde eu cantava desde os 2 anos. Me achava a Beyoncé no culto”, brincou. Priscilla disse ainda ser alvo de críticas entre os evangélicos por não seguir o padrão esperado de um religioso. “Tem muitos religiosos que não gostam do que eu faço, mas tenho uma vida com Deus, então, está tudo bem”.

Em março deste ano, Priscilla foi criticada nas redes sociais por ter ido ao festival Lollapalooza. A questão se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter. “Se eu aceitar a Cristo Jesus como meu Salvador eu posso ir a festas mundanas, como a cantora gospel Priscilla Alcântara vai?”, questionou um usuário. “Galera que passou o dia falando meu nome aqui, maio estou lançando música nova, favor toda essa quantidade de gente/tweets na divulgação. Valeu”, escreveu a artista no Twitter.

SERVIÇO
Tour Priscilla Alcântara
Quando: 16 de junho, às 20h
Onde: Estacionamento da IBJCP (Av Barão de Lucena, 44, Jaboatão dos Guararapes)
Ingressos: R, disponíveis no site www.ingressosdobem.com.br
Informações: 3217-8512

TV “confirma” profecia de pastor sobre cenário do Final dos Tempos

Quando o pastor Greg Laurie, da Igreja Harvest Christian Fellowship, na Califórnia, profetizou sobre uma possível guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte como sinal do fim dos tempos, não foi levado a sério por muitos especialistas. Afinal, nenhum dos dois países se “encaixa” nos relatos bíblicos.

Em um vídeo postado no Facebook no início da semana passada, o pastor falou sobre as ameaças do ditador norte-coreano Kim Jong-Un. Defendeu que as ameaças norte-coreanas de usar suas armas nucleares não podem “ser descartadas, nem subestimadas”.

Durante o vídeo, ele levantou a questão: “Como isso se encaixaria no quebra-cabeças profético? Bem, não há menção de nenhuma nação que se assemelhe à Coreia do Norte no cenário dos últimos dias”. Porém insistiu, lembrando que o Irã, a antiga Pérsia que aparece em várias profecias sobre o fim dos tempos poderiam negociar armas nucleares com Kim Jong-Um.

Na manhã da sexta-feira (5), o canal de TV Fox News informou as autoridades militares do Pentágono estão convencidas que a recente tentativa do Irã de lançar um míssil de um submarino “anão” é uma reprodução do fizeram os norte-coreanos em 2010, quando conseguiram afundar um navio de guerra da Coreia do Sul.

Os especialistas em guerra não têm dúvidas que a Coréia do Norte e o Irã têm compartilhado conhecimentos sobre programas nucleares, ainda que os iranianos tenham assinado um tratado de não proliferação. Sendo assim, uma das maiores probabilidades é que eles estejam usando dependências em solo norte-coreano para desenvolve-las por eles.

“Os primeiros mísseis que vimos no Irã eram simplesmente cópias de mísseis usados pelos norte-coreanos”, disse Jeffrey Lewis, especialista em proliferação de mísseis do Instituto Internacional de Estudos de Middlebury. “Ao longo dos anos, vimos fotografias de funcionários norte-coreanos em solo iraniano e vice-versa, e temos imagens deles usando os mesmos tipos de hardware”.

Uma das maiores provas disso é que o míssil Taepodong, disparado de Pyongyang é quase idêntico ao Shahab, usado pelo Irã. “Nós já vimos equipamentos bélicos da Coréia do Norte que apareceram no Irã. Nos últimos anos, vimos algumas coisas pequenas saindo aparecerem no Irã primeiro e depois aparecerem na Coréia do Norte. Isso levanta a questão como esse comércio funciona hoje”, acrescentou Lewis.

Segundo o The Christian Post, o fato de o Pentágono declarar abertamente que a Coréia do Norte está ajudando o Irã a desenvolver armas nucleares é uma confirmação da profecia dada por Greg Laurie.

Cinco dias antes ele pedira publicamente que os cristãos dos Estados Unidos orassem pelo seu presidente e seu país, pois há um conflito crescente da nação contra o regime de Kim Jong-Um, que pode resultar em um conflito armado.

Enquanto a tensão aumenta na região, Trump condenou os norte-coreanos pelos testes de mísseis balísticos e suas ameaças de usar bombas nucleares. A Coréia do Norte, por sua vez, alertou sobre “consequências catastróficas” para os EUA caso eles decidissem atacar.

Além disso, o ditador coreano decidiu ameaçar Israel, país com o qual não tem um histórico de conflitos. A retórica usada pelo regime se assemelha muito às constantes provocações dos iranianos, que prometem bombardear o estado judeu. Isso só mostra que existe uma aliança entre Pyongyang e Teerã.

O nome da Coreia do Norte não está nas Escrituras, mas o cenário descrito pelo profeta Ezequiel na guerra final – de Gogue e Magogue – incluiria uma coalizão de nações contra Israel. No cenário político de hoje, a antiga Pérsia teria a seu lado alguns aliados declarados: Rússia, China e Coreia do Norte! De uma maneira ou de outra, essas nações deram declarações se opondo a Israel.

Igrejas precisam falar mais sobre o julgamento de Deus, pede cantor

O rapper Kendrick Lamar é considerado uma estrela gospel em ascensão, embora ele não se defina assim. Evangélico, ele fala sobre sua fé em suas músicas, mas diz ter uma reclamação em relação às igrejas. O artista acredita que elas deveriam se dedicar mais a falar sobre a ira de Deus, especialmente com o tipo de sociedade que temos hoje.

Ganhador de um Grammy, Lamar, de 29 anos, atualmente está no topo das paradas seculares nos EUA com seu novo álbum “Damn”.

Em entrevista ao Christian Post desabafou: “Estive em uma igreja perto da minha casa há algum tempo, e a programação me assustou. Algo que eu vejo desde que era criança. Há o louvor, a dança e a adoração, que é algo belíssimo. Então vem o pastor derramando seu discurso de que a benção de alguém está chegando. Só vendia a ideia de esperança”.

O rapper afirma que saiu do culto com uma sensação de vazio quando ouve esse tipo de sermão. Ele explica que tem estudado muito a Bíblia sozinho e revelou que sai das igrejas sentindo-se “espiritualmente insatisfeito”. Insiste que descobriu uma “verdade simples”, mas ignorada. “Ao mesmo tempo que Deus é amoroso e misericordioso, ele também é um Deus ciumento que espera disciplina e obediência”, resume.

Ele acredita que muitas igrejas optam por não falar sobre essa “dura verdade” por que isso pode desanimar as pessoas.

“Como comunidade, fomos ensinados a orar toda vez que erramos e que Deus vai nos perdoar. Sim, isso é verdade. Mas ele também vai nos corrigir… Queremos ouvir sobre esperança, salvação e redenção. Sabemos que Seu filho morreu pelos nossos pecados, mas temos o livre arbítrio para fazer qualquer escolha que desejarmos, sem esquecer que Ele nos julgará”, lembra.

Afirmou ainda que é seu chamado “anunciar o amor de Deus, mas sem esquecer de falar do TEMOR DE DEUS”. Para Lamar, ouvir as pessoas cantando e pregando sobre o que agrada a Deus é muito bom, mas foi o temor que o fez levar seu relacionamento com Deus mais a sério.

“Pessoalmente, isso me faz tentar mais vencer as batalhas internas, porque eu sou ainda de carne”, escreveu. “Quero espalhar essa verdade para meus ouvintes, pois será a minha chave para o Reino e a deles também.”

Pastor acredita que “avivamento final” está próximo de acontecer

O local é do tamanho de um ginásio esportivo, mas serve como local de reunião para cerca de 20 mil pessoas todos os domingos. Localizada na ilha de Yoido, região metropolitana de Seul, capital da Coréia do Sul, a Igreja do Evangelho Pleno é a maior igreja do mundo, contando com cerca de 800 mil membros, que se reúnem em células espalhadas pela região.

A congregação pentecostal está ligada às Assembleias de Deus da Coréia, mas ficou conhecida no mundo todo por causa do seu fundador, Paul Yonggi Cho. Profícuo autor de livros, ele foi se tornando muito influente à medida que a igreja crescia. De muitas maneiras, Cho contribuiu para mudar seu país natal, historicamente budista. Atualmente um terço da sua população é cristã.

Atualmente existem 17 megaigrejas (com mais de 2 mil membros) somente na capital. Mas nenhuma é tão famosa quanto a de Yoido. Seu fundador se converteu a Jesus ainda adolescente, na década de 1950, após a Guerra da Coréia. Ele sempre contava como sua fé cristã o salvou da desnutrição e de doenças.

Em 1958 ele iniciou a Igreja do Evangelho Pleno. Tudo começou com cultos sob uma tenda.

“Vinham tantas pessoas pobres, que não tinham para onde ir, nem trabalho, nem renda”, lembra o veterano pastor.

“Comecei a oferecer a eles esperança [através da Bíblia]. A religião é inútil se não pode dar esperança “, ensina. Um período de avivamento, com curas, batismos no Espírito Santo e milagres consolidou seu trabalho e deu início a megaigreja.

Sua pregação popularizou no país a mensagem que, além da salvação prometia recompensas divinas que incluíam a cura de doenças e a riqueza material. Este seria o “evangelho pleno” que dá nome ao seu ministério.

Acabou se aposentando em 2014, em meio a escândalos financeiros envolvendo a acusação de ter usado 12 milhões de dólares da igreja em um “esquema” montado por Cho Hee-jun, seu filho mais velho, que envolvia venda fraudulenta de ações. Como resultado, o filho de Cho foi condenado a três anos de prisão.

Apesar dos problemas que isso trouxe à Igreja do Evangelho Pleno, incluindo a perda de alguns milhares de membros, o sucessor de Cho, Young-hoon Lee acredita que as coisas irão mudar. “Estamos em um período de desaceleramento”, admite.

Durante um sermão recente, o pastor Lee conduziu mais uma vez a igreja em intercessão pelo povo da Coréia do Norte. Os evangélicos acreditam que, dadas as condições dos seus vizinhos do norte, eles só poderão sobreviver se crerem em Jesus.

Lee sabe do que está falando. Ele é da quarta geração de uma família de evangélicos. Seu avô pregava o evangelho em Pyongyang, atual capital da Coreia do Norte, antes da Guerra. Embora pouco conhecido pelo ocidente, este ano completa um século do grande avivamento que deu início ao movimento pentecostal na Coreia.

Naquela época, Pyongyang era conhecida como a “Jerusalém da Ásia”. Hoje em dia, as igrejas estão fechadas e a pregação é proibida.

Mas Lee não perde a esperança de ver mudanças, especialmente pois entende que o fim se aproxima. Por isso, anuncia: “Vamos ter um novo grande despertamento e avivamento na Coréia”.

Este seria o esperado mover final, apregoado por diversos outros pregadores. “Afinal, acreditamos que Jesus está voltando em breve”, sentencia.

Brasil volta a se juntar a países islâmicos contra Israel na ONU

A Organização das Nações Unidos para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) aprovou nesta terça-feira (2) mais uma resolução contra Israel. O documento, aprovado na 221ª Sessão Oficial da entidade, retira a soberania dos judeus sobre a cidade de Jerusalém. O texto, votado em uma reunião em Paris, na França, foi aprovado por 22 países, entre eles o Brasil. Houve 10 votos contrários e 26 abstenções, indicando que o assunto não é consenso.

O texto da resolução foi apresentado pelas nações islâmicas Argélia, Egito, Libano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão, em apoio à Palestina. Afirmando que Jerusalém “é importante” para as três religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo) não poderia ficar sob domínio de somente um país ou religião.

Em linhas gerais, repete-se a resolução aprovada na última reunião, em outubro do ano passado, que visava condenar a atuação de Israel sobre Jerusalém e trata o monte do templo, incluindo o Muro das Lamentações como locais sagrados apenas do islamismo.

Ao negar a ligação histórica dos judeus com o local, as Nações Unidas ignoram toda a narrativa do Novo Testamento, ou pior, transforma Jesus em uma personalidade muçulmana, embora ele tenha estado em Jerusalém 700 anos antes do surgimento do Islã.

Em diversas ocasiões, pastores e líderes cristãos alertaram que essa postura traz maldição ao Brasil, pois viola um princípio bíblico. O pastor Paulo de Tarso Fernandes, da Igreja Apostólica Betlehem,  e porta-voz do Conselho Apostólico Brasileiro se pronunciou sobre o assunto.

“O Brasil tem sido passado pelo fogo, e os que nos governam estão sob juízo e recusam-se a se arrepender, buscando desculpa e escapes para sua total destruição. Talvez estejamos vendo diante dos nossos olhos que o coração dos governantes do Brasil estão endurecidos por Deus, como O Senhor fez com Faraó. Nos cabe, como voz de Deus nesta nação, continuar a falar sem esmorecer, porque não vamos nos calar”, diz ele em nota enviada ao portal Gospel Prime.

Na semana passada, antevendo uma nova decisão do Itamaraty contra Israel, a pastora Jane Silva, presidente da Comunidade Internacional Brasil e Israel, vinha pedindo uma mobilização de cristãos brasileiros em oração. Em carta aberta ao presidente da República, citou Gênesis 12:3, lembrando a ele que a promessa de Deus continua válida. O texto diz: “Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei aquele que te amaldiçoar”.

“O que mais me preocupa é o Brasil estar indo na contramão das Santas Escrituras”, destacou, questionando por que o atual governo segue os passos do PT e se alia aos muçulmanos para negar a existência do Templo. Para a pastora, “surpreendentemente, o Brasil, um dos maiores países cristãos do mundo, desde 2012 tem votado consistentemente a favor desta resolução absurda”.

Negação da história

O texto que foi colocado em votação hoje vinha sendo duramente criticado pelas autoridades israelenses, que previam o novo ataque à sua soberania. Eles alegam que o organismo das Nações Unidas está “politizado” e “nega a história”, nesta que é a enésima resolução sobre Jerusalém. O que mais chama atenção é que a decisão foi tomada no dia em que se comemora os 69 anos da independência de Israel.

Além dos Estados Unidos, os críticos mais contundentes da decisão são os italianos. O ministro das Relações Exteriores, Angelino Alfano, disparou: “A Unesco não pode virar a sede de um conflito ideológico permanente”. Com informações de Jewish Telegraphic Agency

Ministro do STF compara Zé Dirceu a Jesus Cristo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão nesta terça-feira (25) que surpreendeu boa parte dos brasileiros. Acostumados a ver nos últimos meses uma série de criminosos “do colarinho branco” serem presos e condenados em meio as investigações da Lava Jato, hoje testemunharam uma drástica mudança quando viram o STF determinar a soltura do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.

Condenado pelo “mensalão” e posteriormente duas vezes pela Lava Jato, o petista está preso em Curitiba desde agosto de 2015.

A decisão dos magistrados foi por 3 votos a 2. Votaram a favor do habeas corpus os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, enquanto o relator Edson Fachin e Celso de Mello votaram pela manutenção da prisão.

Em primeira instância, nas duas sentenças de Sérgio Moro, Dirceu foi condenado a mais de 30 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O argumento do STF, é que a prisão definitiva só seria possível após a condenação em segunda instância, sendo que esse julgamento ainda não tem data para acontecer.

Embora o magistrado tenha reconhecido a gravidade dos crimes investigados na Lava Jato, Gilmar Mendes advertiu para o possível erro de juízes ao cederem à pressão popular, citando o jurista italiano Gabriel Zagrebelsky, critico à forma como o povo judeu condenou Jesus Cristo à morte.

Na argumentação de seu voto, o ministro comparou o caso de Zé Dirceu com o julgamento de Jesus, “que ficou em silêncio até o fim”. “Só o Filho de Deus pode ser manso como um cordeiro”, disse ele a seus pares

Rio autoriza Universal a construir templos em presídios

A Igreja Universal do Reino de Deus conseguiu autorização do governo do Rio para construir templos em todas as 43 unidades prisionais do Estado. Nesta segunda-feira (20) os dois primeiros foram inaugurados, um na Cadeia Pública Joaquim Ferreira e o outro no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, ambos pertencem ao Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

O governo declarou que não houve investimentos com verbas públicas nas edificações e afirmou que, mesmo sendo totalmente custeados pela Igreja Universal do Reino de Deus, os templos serão ecumênicos, “onde poderão acontecer cultos de outras igrejas evangélicas, católicas ou espiritualistas”.

A liberação para utilização dos espaços ficará sob responsabilidade do diretor de cada unidade prisional, conforme informou a Secretaria de Administração Pública (Seap).

O governador Luiz Fernando Pezão e o secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro da Costa Filho, estiveram em reunião no dia 14 de fevereiro, com líderes da Igreja Universal para tratar da construção dos templos, que, segundo a Seap, “têm o objetivo de auxiliar no processo de ressocialização dos presos”.